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"Queda da Bastilha", diz Delcídio após ataque de Gilmar



(Foto: Reprodução)

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, expressou críticas contundentes à delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral (PRD) no âmbito da Operação Lava Jato. Em entrevista exclusiva ao Brazil Journal, o magistrado destacou irregularidades cometidas pela força-tarefa e condenou órgãos de controle da Justiça por não agirem diante dos abusos. Além disso, Mendes criticou ministros do STF que, em sua visão, consistentemente apoiaram as decisões do ex-juiz Sérgio Moro.

Delcídio do Amaral, foi senador por dois mandatos por Mato Grosso do Sul e líder do Governo na gestão de Dilma Rousseff (PT), teve sua delação abordada pelo ministro Gilmar Mendes. Este ressaltou que o episódio envolvendo o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, oferecendo supostos benefícios ao filho de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras condenado por corrupção passiva, era parte do relato do ex-senador.

Segundo Mendes, Delcídio alegou que Esteves ofereceu R$ 50.000 ao filho de Cerveró, juntamente com uma pensão, e até um plano de fuga do presídio de Curitiba. Contudo, o decano do STF destaca que, ao final, constatou-se que as alegações eram falsas. O dinheiro não provinha de Esteves, mas possivelmente de José Carlos Bumlai, pecuarista e amigo de Lula, condenado no contexto da Lava Jato. O ministro enfatizou que houve um grande erro judiciário, uma vez que Delcídio teria engendrado uma série de histórias inverídicas."No fim, verifica-se que Delcídio era um grande mentiroso, tinha engendrado uma série de histórias. O dinheiro não veio de Esteves, aparentemente teria vindo de José Carlos Bumlai [pecuarista, amigo de Lula, condenado no âmbito da Lava Jato]. Construiu-se um grande erro judiciário", disse Mendes.

A entrevista também abordou outros temas, como a suposta participação de agentes do governo americano na Lava Jato. Gilmar Mendes levantou questionamentos sobre a troca de informações entre a força-tarefa e o Departamento de Justiça dos EUA, sem a devida anuência legal do Ministério da Justiça.

O decano, que ingressou no STF aos 47 anos e hoje, aos 68, é o mais antigo membro, alertou para possíveis irregularidades nessa cooperação internacional.  

Outro lado - Ao ser procurado pelo JD1 Notícias para comentar as alegações do ministro, Delcídio do Amaral respondeu afirmando ser vítima de uma "aberração jurídica". Ele destacou seu livro, previsto para lançamento em 14/07, como uma revelação que dará "nome aos bois" e promete ser um sucesso pessoal enquanto pode gerar "dor de cabeça" para outros. O ex-senador ressaltou sua inocentação e a consideração de seu processo como ilegal e flagrantemente "forjado" pela própria justiça.

O político se autodeclarou vítima do judiciário, destacando o trio Marcelo Miller, Janot e Teori como responsáveis pela "aberração jurídica". O ex-senador encerrou suas declarações ao JD1 Notícias com um enigmático "Queda da Bastilha!!!".

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