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Bolsonaristas de MS votam contra, mas taxação dos super-ricos é aprovada na Câmara

Aprovação na Câmara dos Deputados, de 323 votos contra 119, é uma vitória para o presidente Lula


Dos oito deputados federais de MS, três deles votaram contra a taxação do “super-ricos”, analisada nesta quarta-feira (25), na Câmara Federal. Na oposição, os bolsonaristas Luiz Ovando (PP), Marcos Pollon (PL) e Rodolfo Nogueira (PL) votaram contra, mas o texto passou com 323 votos a favor e 119 contrários.


Camila Jara (PT), Beto Pereira (PSDB), Dagoberto Nogueira (PSDB), Geraldo Resende (PSDB) e Vander Loubet (PT) fazem parte dos que votaram a favor de taxar a renda obtida com investimentos no exterior, as offshores, e fundos exclusivos no país com poucos cotistas, os chamados “super-ricos”.


A aprovação do projeto é uma vitória para o presidente Lula (PT). Segundo o Poder 360, desde julho, a presidência da Caixa e suas principais diretorias estavam sendo negociadas entre o petista e o presidente da Câmara e líder político do Centrão, Arthur Lira (PP-AL).


Apesar da vitória do governo, o projeto foi amenizado com alterações do relator, Pedro Paulo (PSD-RJ). A cobrança padrão anual ficou em 15% sobre os fundos offshores e a alíquota de atualização patrimonial de fundos de investimento no exterior e no país ficou em 8% até 31 de dezembro.


“Os fundos exclusivos e fechados passarão a ter o come-cotas em 15% e a atualização patrimonial passa de 6 para 8%; os fundos offshore terão também uma alíquota padrão de 15%, e uma alíquota de atualização patrimonial que passa de 6 para 8%”, declarou Pedro Paulo em plenário.

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