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Batayporã encerra Agosto Lilás com intervenção no Paço Municipal

Série de ações buscou abrangeu do público adolescente à terceira idade; presença nas redes sociais também reforçou combate à violência contra a mulher

A Rede Socioassistencial de Batayporã, mobilizada pela Coordenadoria Especial da Mulher, encerrou nesta quinta-feira (31) a campanha Agosto Lilás, de prevenção e combate à violência contra a mulher. Servidores da Secretaria de Assistência Social estiveram no Paço Municipal para realizar panfletagem com orientações e reforçar os canais de denúncia e apoio às vítimas.


Conforme pontuou a coordenadora Simone França, uma série de ações informativas foi intensificada ao longo do mês. “O foco foi a conscientização. Quando colocamos a violência em pauta, quebramos barreiras. Isso faz com que as mulheres vão perdendo o medo de denunciar e, principalmente, contribui para uma nova consciência entre os jovens”, analisou.

Em Batayporã, a campanha foi marcada pelo uso das redes sociais e de peças publicitárias em rádios e sites atrelado à promoção de rodas de conversa e palestras para diferentes públicos. “O Agosto Lilás alcançou desde a terceira idade até os adolescentes”, afirmou a secretária de Assistência Social, Maynara Wruck.


Alguns destaques das ações foram intervenções como a palestra com a psicóloga Sonia Rodrigues, que abordou o tema ‘A construção social da violência contra a mulher’, para homens e mulheres do Conviver. Segundo a convidada, o desafio é combater a naturalização e a cristalização da violência, que fez parte da formação de muitas pessoas idosas.


Já com foco no público mais jovem, adolescentes do Geração Jovem, do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, receberam a jornalista e prof.ª Ana Carla Barbosa, que tem formação nas áreas de Jornalismo, Educação e mestrado em Ensino de Linguagens, para oficina de Redação do Enem a partir do tema "Persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira". O intuito foi promover a discussão proporcionando aos estudantes uma ferramenta prática de escrita do gênero dissertação-argumentativa.


Na Escola Estadual Braz Sinigáglia, a coordenadora Simone França foi entrevistada por estudantes orientados pelas docentes Amanda Henrique e Elisângela Hederich, que conduziram podcast destacando a capacitação para o enfrentamento à violência e os 17 anos da Lei Maria da Penha.


Na última terça-feira (29), a juíza substituta da comarca do município, Izabella Trad, e o delegado de Polícia Civil, Filipe Davanso Mendonça, mediaram roda de conversa com mais de 50 beneficiárias do programa Bolsa Família. O objetivo foi destacar aspectos essenciais da Lei Maria da Penha e a atuação do Sistema de Justiça.


Já na zona rural, usuários da Estratégia de Saúde da Família (ESF) São Luiz receberam materiais informativos e orientações sobre canais de denúncia e serviços de apoio às vítimas de violência, entregues pela Coordenadoria da Mulher, que aproveitou a movimentação da campanha de vacinação.


Em parceria com o Centro de Referência de Assistência Social (Cras), o Agosto Lilás esteve presente no encerramento do grupo formado por beneficiários e curadores de beneficiários do BPC/LOAS (Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência). Na ocasião, a coordenadora do Cras, Denise Pesqueira, e a responsável pela Coordenadoria Especial da Mulher, enfatizaram a evolução da Lei Maria da Penha e destacaram os serviços de apoio às vítimas de violência.


A secretária Maynara Wruck enfatizou o trabalho colaborativo. “Vale ressaltar que não apenas a Rede Socioassistencial, mas a Educação e a Saúde também estiveram muito engajadas com ações próprias e com apoio às demais atividades idealizadas”, explicou.


Engajamento dos homens

As peças publicitárias veiculadas semana a semana nas redes sociais e no site oficial da Prefeitura de Batayporã chamaram a atenção com mensagens de conscientização expostas por homens da comunidade. O prefeito Germino Roz ilustrou a última postagem do mês, que trouxe os dizeres “para violência não tem desculpa, tem lei”.


“A ideia é muito válida porque, sem dúvidas, o protagonismo e a voz da campanha são das mulheres, mas é preciso mobilizar os homens. Precisamos conscientizar para prevenir comportamentos agressivos e também apoiar iniciativas de reeducação. Nesse sentido, nossa parceria com o Sistema de Justiça tem sido fundamental”, analisou Germino.

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